Mensagem não lida Qui Ago 18, 2016 4:51 pm

Os primeiros carros autônomos do Uber ganharão as ruas

Em maio deste ano, o Uber mostrou oficialmente seu primeiro carro que dirige sozinho, seguindo o objetivo de substituir seus motoristas por tecnologias autônomas. E segundo a Bloomberg, os primeiros veículos do tipo ganharão as ruas neste mês, na cidade de Pittsburgh (EUA).

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O Uber flerta com a ideia de tornar sua frota autônoma desde 2014, e vem avançando com bastante velocidade. Em 2015, a empresa formou uma parceria com a Universidade Carnegie Mellon (EUA) para tanto. Pouco depois, fizeram uma limpeza por lá e no National Robotics Engineering Center, também nos EUA, contratando profissionais para o Centro de Tecnologia Avançada em Pittsburgh, braço de pesquisas responsável pelo desenvolvimento desse tipo de tecnologia.

Corridas autônomas

Os usuários irão solicitar uma corrida normalmente pelo app, e a escolha pelo carro autônomo será totalmente aleatória. O passageiro escolhido para o teste, no entanto, não irá pagar pela viagem. Quando o Volvo XC90 chegar, um tablet no banco traseiro irá avisar o cliente que ele está num veículo autônomo e explicará todo o processo.

Embora o veículo seja modificado com inúmeros sensores – câmeras, lasers, radares e GPS – todas as viagens serão supervisionadas por humanos. Eles estarão no banco do motorista prontos para assumir o controle caso algo dê errado, como manda a legislação local.

Além disso, um copiloto no banco do passageiro irá fazer anotações durante o percurso, que será gravado por câmeras internas e externas. A ideia é coletar, analisar e corrigir todos os erros no menor tempo possível.

Evitando falhas

Ter um motorista pronto para assumir o controle é essencial. Num teste recente, o veículo do Uber estava atravessando uma ponte e indicou que tinha saído do modo piloto automático, para alguns segundos depois retomar o controle. Segundo a empresa, as pontes são um dos desafios que precisam ser superados rapidamente.

Isso porque o sistema da companhia analisa não apenas a pista e as faixas, como também prédios, buracos, carros estacionados, hidrantes, semáforos e outros elementos para diferenciar os objetos de seres vivos, como pessoas, ciclistas e cães. As pontes, no entanto, têm poucos elementos para dar a precisão necessária – e em Pittsburgh existem dezenas de pontes.

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Embora o teste seja animador para algumas pessoas, este talvez não seja um dos melhores momentos para a área. Em julho, um motorista de Tesla em modo semiautônomo morreu num acidente e abriu novamente inúmeras discussões sobre a viabilidade de tecnologias do tipo.

Corrida pela autonomia

A Volvo e o Uber assinaram um acordo no começo do ano que prevê o investimento de US$ 300 milhões para o desenvolvimento de um carro totalmente autônomo. O objetivo é que ele esteja pronto para as ruas até 2021.

No entanto, não há exclusividade, e a companhia planeja fazer parcerias com outras montadoras para acelerar o processo. Além disso, o Uber não tem intenção de fabricar seus próprios carros, mas quer desenvolver os kits que preparem os veículos para não precisarem de um motorista. Em julho deste ano, a empresa comprou a Otto, uma startup que está desenvolvendo um caminhão autônomo e produz esse tipo de sistema.

Travis Kalanick, CEO do Uber, acredita que os dados coletados a partir do próprio aplicativo podem ajudar no desenvolvimento dos sistemas autônomos, já que motoristas e passageiros geram dados de mais de 160 milhões de quilômetros por dia.

fonte: Gizmodo/Bloomberg