por vitorgregorio em Seg Abr 23, 2012 7:09 pm
frabaptista escreveu:Outra coisa , vc entao esta falando q a moral e unica ??? E isso ???
Pois nao e nao. Ate para a MORAL existe flexibilizacao.
Em hipótese alguma. Pensamentos assim dão margem para o seguinte absurdo. Sou assaltado na rua, ou minha esposa é assaltada, ou coisa do gênero. Sou roubado, agredido, ferido, e ainda terei que pedir desculpas para o bandido porque, coitado, foi para o crime porque a sociedade não o deu oportunidade de sobreviver "dignamente". Ridículo! Simplesmente ridículo. A moral é a moral. O que é amoral, é amoral. Não tem essa de vou roubar para dar a meu filho. Ainda assim é roubo. Pode, de fato, ser perdoado pela circunstância, mas isso não muda o fato de que é roubo. Aceitar o absurdo de que a MORAL, o ÉTICO é flexível abre margem para uma série de ridículos inomináveis. Desculpe, mas é assim que penso. E desculpe, mas na teoria um monte de exemplos que vc deu ficam super bonitos, mas na prática, não!
No exemplo que dei acima e que vc usou para me contradizer: onde que é justificável piratear um Windows se existe opção gratuita? Esse é o caso extremo. Onde que é moral piratear aplicativo de 99 centavos? A menos que a loja não esteja disponível no país (como era o caso do WindowsPhone até pouco tempo), porque aí não existe pirataria. Mas, perceba, não é a moral que foi flexibilizada aqui. Simplesmente não existe pirataria porque não havia opção alguma de compra legal aqui. Ninguém foi prejudicado. Simplesmente porque a empresa em questão nem sabia que os consumidores brasileiros existiam. Deu para perceber?
A questão é a seguinte, e isso é o que considero moral. Alguém foi lesado? De qualquer modo que seja, sem seu expresso consentimento? É amoral! Ninguém foi lesado, em nenhuma instância ou hipótese? Então não há problema. Simples assim, Chicão, não há o que flexibilizar. O respeito ao próximo é a tônica, e isso não aceita flexibilizações de nenhum teor. Agora pegue todos os exemplos teóricos que vc deu, e faça a pergunta: alguém foi lesado? A resposta será automática e dirá sobre a moralidade e a honradez da atitude.
Bem, já coloquei minha posição. Impossível ficar mais clara, na minha opinião. Quem discorda, está no direito, mas sempre fui um defensor fidagal da relatividade. Mesmo. Há pouco fui praticamente linchado em vários meios por me declarar amplamente favorável à decisão do STF sobre o aborto de anencéfalos. Minha conta. Alguém seria prejudicado? Sim. Mas não havia como escapar da situação, já que uma realidade inerentemente prejudicial estava dada. Que se preservasse, então, a mãe que é quem, em última instância, é a única capaz de decidir se quer levar a gestação adiante ou não. Ninguém tem o direito de interferir nessa decisão de foro íntimo. Nem Estado, nem igreja, ninguém. Relativizei, portanto. Mas, para certas coisas, desculpem, não existe como relativizar. Pois isso representa problemas sociais sérios, que nos fazem viver no país problemático no qual vivemos, infelizmente.
Minha opinião está aí, concorde quem quiser, discorde quem quiser. Não acho que seja necessário esclarecer mais.
Abraço,
[quote="frabaptista"]Outra coisa , vc entao esta falando q a moral e unica ??? E isso ???
Pois nao e nao. Ate para a MORAL existe flexibilizacao.[/quote]
Em hipótese alguma. Pensamentos assim dão margem para o seguinte absurdo. Sou assaltado na rua, ou minha esposa é assaltada, ou coisa do gênero. Sou roubado, agredido, ferido, e ainda terei que pedir desculpas para o bandido porque, coitado, foi para o crime porque a sociedade não o deu oportunidade de sobreviver "dignamente". Ridículo! Simplesmente ridículo. A moral é a moral. O que é amoral, é amoral. Não tem essa de vou roubar para dar a meu filho. Ainda assim é roubo. Pode, de fato, ser perdoado pela circunstância, mas isso não muda o fato de que é roubo. Aceitar o absurdo de que a MORAL, o ÉTICO é flexível abre margem para uma série de ridículos inomináveis. Desculpe, mas é assim que penso. E desculpe, mas na teoria um monte de exemplos que vc deu ficam super bonitos, mas na prática, não!
No exemplo que dei acima e que vc usou para me contradizer: onde que é justificável piratear um Windows se existe opção gratuita? Esse é o caso extremo. Onde que é moral piratear aplicativo de 99 centavos? A menos que a loja não esteja disponível no país (como era o caso do WindowsPhone até pouco tempo), porque aí não existe pirataria. Mas, perceba, não é a moral que foi flexibilizada aqui. Simplesmente não existe pirataria porque não havia opção alguma de compra legal aqui. Ninguém foi prejudicado. Simplesmente porque a empresa em questão nem sabia que os consumidores brasileiros existiam. Deu para perceber?
A questão é a seguinte, e isso é o que considero moral. Alguém foi lesado? De qualquer modo que seja, sem seu expresso consentimento? É amoral! Ninguém foi lesado, em nenhuma instância ou hipótese? Então não há problema. Simples assim, Chicão, não há o que flexibilizar. O respeito ao próximo é a tônica, e isso não aceita flexibilizações de nenhum teor. Agora pegue todos os exemplos teóricos que vc deu, e faça a pergunta: alguém foi lesado? A resposta será automática e dirá sobre a moralidade e a honradez da atitude.
Bem, já coloquei minha posição. Impossível ficar mais clara, na minha opinião. Quem discorda, está no direito, mas sempre fui um defensor fidagal da relatividade. Mesmo. Há pouco fui praticamente linchado em vários meios por me declarar amplamente favorável à decisão do STF sobre o aborto de anencéfalos. Minha conta. Alguém seria prejudicado? Sim. Mas não havia como escapar da situação, já que uma realidade inerentemente prejudicial estava dada. Que se preservasse, então, a mãe que é quem, em última instância, é a única capaz de decidir se quer levar a gestação adiante ou não. Ninguém tem o direito de interferir nessa decisão de foro íntimo. Nem Estado, nem igreja, ninguém. Relativizei, portanto. Mas, para certas coisas, desculpem, não existe como relativizar. Pois isso representa problemas sociais sérios, que nos fazem viver no país problemático no qual vivemos, infelizmente.
Minha opinião está aí, concorde quem quiser, discorde quem quiser. Não acho que seja necessário esclarecer mais.
Abraço,